Hoje, 1º de setembro de 2026, começa o pagamento do saque-aniversário do FGTS para quem nasceu em setembro, conforme o calendário oficial do FGTS e da Caixa Econômica Federal. O dinheiro fica disponível para movimentação até 30 de novembro. Depois desse prazo, o que não for sacado volta para o fundo e só pode ser retirado no aniversário seguinte — não acumula com o próximo saque.
Se você faz aniversário em setembro e já optou por essa modalidade, o valor já pode ser consultado e sacado pelo aplicativo do FGTS, direto para qualquer conta bancária, sem precisar ser correntista da Caixa.
O saque-aniversário não libera uma fatia fixa do seu saldo. O cálculo segue uma tabela progressiva por faixa:
Ou seja: quanto maior o saldo acumulado, menor a fatia percentual — mas a parcela fixa cresce junto. No exemplo usado pelo próprio FGTS, quem tem R$ 1.000 no fundo saca R$ 450 (R$ 400 de alíquota mais R$ 50 de parcela adicional). Vale a pena abrir o app e fazer essa conta com o seu saldo real antes de comemorar o valor "que cai na conta" — ele costuma ser bem menor do que a pessoa espera.
Aderir ao saque-aniversário parece só vantagem: dinheiro extra todo ano, sem depender de demissão. O problema aparece justamente se você perder o emprego sem justa causa. Quem está nessa modalidade não tem direito ao saque total do FGTS na rescisão — recebe apenas a multa de 40% do saldo, paga pelo empregador. O restante fica retido no fundo, disponível só no próximo mês de aniversário.
Se o seu plano de emergência para desemprego conta com o saque total do FGTS, essa é uma conta que precisa entrar no seu cálculo antes de aderir — ou antes de continuar aderido, se você já está na modalidade e não tinha percebido essa parte.
Quem já aderiu e quer voltar para o saque-rescisão (modalidade padrão, com direito ao saque total em caso de demissão) pode pedir a mudança a qualquer momento pelo app do FGTS. Mas o efeito só vale a partir do 25º mês após o pedido — na prática, dois anos de carência. Durante esse período, mesmo já tendo pedido a saída, quem for demitido continua recebendo só a multa de 40%, sem acesso ao saldo total.
Essa demora costuma pegar quem decide sair da modalidade só depois de sentir o aperto de uma demissão — quando já é tarde para o saldo daquele mês.
O saque-aniversário resolve um problema pontual — um dinheiro extra chegando numa data fixa —, mas ele muda a sua rede de segurança em caso de desemprego, e isso só faz sentido decidir depois de saber quanto realmente sobra do seu orçamento sem esse valor. É para isso que existe o cálculo de custo de sobrevivência dentro do Grana: você lança sua renda e seus gastos fixos, e o app mostra quanto tempo você aguenta sem receber nada — o número que deveria vir antes de qualquer decisão sobre modalidade de FGTS, não depois.