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Parcelamento da Fatura do Cartão: Por Que os Juros Continuam Acima de 190% ao Ano

Parcelamento da Fatura do Cartão: Por Que os Juros Continuam Acima de 190% ao Ano
Parcelar a fatura parece mais responsável que o rotativo, mas os juros seguem acima de 190% ao ano. Entenda a armadilha antes de escolher esse crédito.

O parcelamento virou o novo refúgio do rotativo

Quem sente o peso dos juros do rotativo, os juros que você paga quando não fecha a fatura inteira, geralmente busca o parcelamento da fatura como alternativa "mais responsável": parcela fixa, data certa, sensação de controle sobre o que vai sair da conta todo mês. O problema é que o mecanismo por trás continua sendo o mesmo crédito caro de sempre, só que embalado como parcela.

Quanto custa de verdade parcelar a fatura

O Banco Central confirmou: em junho de 2026, o parcelamento da fatura do cartão de crédito chegou a 191,4% ao ano. É menor que o rotativo puro, que passa de 442% ao ano, mas ainda assim segue entre os juros mais caros do país, muito acima de qualquer outra linha de crédito disponível para pessoa física.

Isso significa que, na prática, quem parcela a fatura não escapou do crédito caro. Só trocou de embalagem.

Por que a maioria escolhe parcelar (e o risco escondido)

Segundo o Mapa de Crédito da Serasa, 63% dos brasileiros usaram cartão de crédito nos últimos 12 meses, e para 4 em cada 10, a possibilidade de parcelar de um jeito que cabe no orçamento é um dos principais motivos da escolha. Não é uma exceção, é o comportamento da maioria, exatamente entre quem mais precisa de um crédito barato de verdade.

E parcelar não elimina o risco de atraso. Segundo a Abecs (associação que representa as empresas de cartão de crédito no Brasil), a inadimplência nos cartões de crédito já passa de 9% entre pessoas físicas, quase 1 em cada 10. Parcelar organiza a forma de pagar, mas não muda o tamanho da dívida: se ela já era grande demais para o seu bolso, continua sendo, só que dividida em parcelas fixas que competem com o orçamento dos meses seguintes.

Como saber se parcelar faz sentido pro seu caso

O problema nunca foi o formato da dívida. Rotativo, parcelamento, cheque especial são só embalagens diferentes para o mesmo problema: crédito caro sendo usado pra cobrir um buraco no orçamento. O que decide se você sai do vermelho não é qual crédito parece mais organizado, é saber o seu custo de sobrevivência antes de escolher qualquer um deles.

É exatamente esse cálculo que o Grana faz por você: mostra quanto sobra, ou falta, todo mês, para que a decisão de parcelar, negociar ou atacar a dívida direto seja tomada com dado na mão, não com a promessa de uma parcela fixa que parece caber no orçamento, mas nem sempre cabe.

Rotativo e juros do cartão → Juros do Cheque Especial Estão Quase no Teto Legal: Entenda o Que Isso Significa Rotativo do Cartão: as 3 Linhas da Fatura que Mostram se Você Já Caiu Nele

Por Thallis Ribeiro — Administrador, MBA em Gestão Financeira (FGV) · publicado em 28.08.2026 · Fontes: Banco Central, Serasa

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